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Horta hidropônica em unidade prisional de Vila Bela da Santíssima Trindade produz 1.200 pés de alface ao mês

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27 de dezembro de 2017

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Horta hidropônica em unidade prisional de Vila Bela da Santíssima Trindade produz 1.200 pés de alface ao mês

O que antes era uma área sem nenhuma utilidade, hoje abriga uma bela horta hidropônica que dá ocupação a reeducandos da unidade prisional de Vila Bela da Santíssima Trindade, na região Oeste do estado. Quatro deles trabalham no cultivo, manejo e colheita da horta que tem três espécies de alface, uma de rúcula e cheiro verde. O projeto funciona há cinco meses e em média são colhidos 1.200 pés de alface por mês, além de 20 a 30 maços de cebolinha, salsa e coentro.

O diretor da unidade, Edvan Coelho, explica que a produção é absorvida pela Prefeitura para a merenda de escolas e creches do município. Outra parte é adquirida pela empresa que fornece a alimentação aos presos e funcionários da unidade prisional. “Também doamos ao hospital municipal para a alimentação dos pacientes”.

Marcenaria e trabalho extramuro

Na unidade prisional, outros 13 reeducandos também desenvolvem atividades na marcenaria, com a fabricação de móveis e na serralheria, e também montagem de lixeiras.

Na marcenaria instalada na unidade saíram 30 bancos para uma igreja da cidade e a reforma de 300 peças de mobiliário escolar. A madeira para a confecção dos bancos foi destinada pela Justiça, fruto de apreensões. No total, serão fabricados 50 bancos para a comunidade católica São Pedro. 

Mais de 300 peças de móveis que estavam quebradas e em desuso foram totalmente reformadas e hoje estão servindo aos estudantes de escolas da zona rural do município. Este trabalho tem parceria com a Prefeitura de Vila Bela. 

C.G.P. trabalha na marcenaria da unidade prisional e ficou satisfeito e poder colaborar na reforma dos dos móveis escolares. “Foi um trabalho excelente que o diretor Edivan conseguiu para fazermos aqui na cadeia pública de Vila Bela. Foi uma reforma que fizemos com maior satisfação, para poder ajudar os alunos das escolas e ficaram muito boas as carteiras”. Ele considera o trabalho uma forma de mostrar à sociedade que quem está recluso também pode contribuir. 

No ano passado eles trabalharam ainda na limpeza e reforma de unidades escolares do município. Um grupo de cinco reeducandos reformou e pintou a Escola Municipal Ricardo Franco. De acordo com o diretor da unidade, os recuperandos receberam autorização judicial para trabalhar extramuros e receberam pelo serviço uma diária de R$ 35,00. “Com várias atividades desenvolvidas com parceiros do município estamos conseguindo mostrar que mãos antes usadas no crime, hoje estão fazendo trabalhos em benefício da sociedade. Este é o intuito da ressocialização”, afirmou Edvan Coelho.

O convênio com a prefeitura do município foi viabilizado por meio de parceira do Conselho da Comunidade e Secretaria de Justiça e Direitos Humanos. No ano passado foram reformadas creches e outros órgãos da administração municipal.

Revitalização da cadeia 

A Cadeia de Vila Bela também passou por reformas que revitalizaram toda a unidade. Os serviços foram executados pelos reeducandos. A unidade prisional recebeu ainda um circuito interno de câmeras que permite o monitoramento das áreas internas e externas e mais segurança à movimentação nas dependências, entrada e saída de funcionários e visitantes.

 

Fonte:Raquel Teixeira | Sejudh-MT

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