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Santa Casa: Alcino dificulta solução com discurso similar a nota de quinze reais

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30 de julho de 2017

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Santa Casa: Alcino dificulta solução com discurso similar a nota de quinze reais

Nos últimos dias o prefeito de Pontes e Lacerda tem se manifestado muito mais para atrapalhar do que ajudar o município. Foi assim quando chamou “de máfia” os atuais administradores da Santa Casa e quando disse ao Chefe da Casa Civil que o hospital tinha ainda “muita gordura para queimar”. Essa mesma afirmação foi feita pela secretaria municipal de saúde em reunião com o Ministério Público.

A prefeitura de Pontes e Lacerda é a grande beneficiada se o Estado de Mato Grosso aumentar o valor do repasse fundo-a-fundo que, desde junho foi reduzido para apenas R$ 320 mil, uma redução vertical de sessenta por cento do que vinha sendo repassado.

Interessante que ninguém critica o Governo estadual por ter reduzido  o valor do convenio com o Hospital. Isso tem uma razão, que não é politica. A Secretaria Estadual de Saúde decidiu, por questões de ajuste financeiro, que os repasses aos municípios passariam a ser com base na serie histórica de procedimentos hospitalares. No caso de Pontes e Lacerda, segundo fontes da própria secretaria, muitos serviços que a Santa Casa realiza – e o Estado paga – é de responsabilidade do Executivo Municipal.

Pronto atendimento

Basta uma simples comparação com os municípios da região para ver que Pontes e Lacerda é o que menos gasta com o serviço de pronto atendimento, que é sua atribuição constitucional, e comprovar que o discurso de Alcino Barcellos é pura falacia.

Pontes e Lacerda –            repasse – R$ 165 mil – população 50 mil – gasto por habitante: R$ 3,30

Vila Bela SS Trindade –   repasse – R$ 175 mil – população 15 mil – gasto por hab: R$ 11,66

Comodoro –                        repasse- R$ 240 mil – população 18 mil – gasto por hab: R$ 13,33

Conquista d’oeste-            repasse- R$ 100 mil – população 4 mil-   gasto por hab: R$ 25,00

Urgência e emergência

Os serviços da área da saúde de responsabilidade do Estado são os de urgência e emergência. O convenio com a Santa Casa permite que grande parte dos atendimentos sejam feitos em Pontes e Lacerda e os mais complexos (media e alta complexidade) encaminhados para o Hospital Regional de Cáceres.

De acordo com a ultima prestação de contas da Santa Casa (jun/2017), 80% dos atendimentos do hospital pagos pelo Governo do Estado são de pacientes de Pontes e Lacerda. O restante são usados pelos demais municípios. Tire as suas próprias conclusões.

Discurso capenga

O prefeito de Pontes e Lacerda tem dito que nada tem a ver com a Santa Casa. E mais, critica e coloca em suspeição o caráter dos administradores do hospital que são representantes da sociedade civil organizada, como Lions Clube, Rotary e OAB. Diz ainda que pretende participar da gestão do hospital, dando mostras de que esse é na realidade o seu principal objetivo.

Tentando se safar do desgaste politico tem comparado os valores atuais de R$ 165 mil  que a Prefeitura repassa desde o mandato do prefeito Donizete Barbosa com os que eram pagos pelo ex-prefeito Newton Miotto, que era de R$ 65 mil. Esquece que o ex-prefeito, seu aliado e apoiador de campanha, foi quem conseguiu o contrato com o governo do Estado, à época no valor de R$ 462 mil, dentre outras melhorias expressivas na saúde.

A falta de ação de Barcellos para mobilizar os políticos em torno da saúde financeira da Santa Casa e da manutenção do município como polo regional tem sido criticada de forma generalizada. Os vereadores não foram chamados para discutir em conjunto o assunto. Os prefeitos da região também estão dispersos, sem uma argumentação uniforme. Para complicar, tem lideranças politicas que se mostram claramente contra a conduta arrogante de Alcino Barcellos, usando o caso da Santa Casa como forma de mostrar o descontentamento.

Como buscar a solução

A crise é politica. A solução também. E passa por muita conversa entre todos os protagonistas, tanto do âmbito municipal quanto estadual. Quando as lideranças – a nível regional – formarem um bloco coeso em torno do problema com certeza vão encontrar uma alternativa ou a própria solução.

O próprio Alcino comentou essa tese ao Secretario Chefe da Casa Civil na audiência de 12 de julho, dizendo que era necessária a intervenção dos prefeitos da região. Tirando de cena o segundo escalão.

E acabar com o discurso sem conteúdo. Como nota de quinze reais.

 

 

 

 

 

 

 

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