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Santa Casa: Governo do Estado “banca” serviços de pronto atendimento em R$ 120 mil por mês, que é responsabilidade da Prefeitura

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7 de novembro de 2017

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Santa Casa: Governo do Estado “banca” serviços de pronto atendimento em R$ 120 mil por mês, que é responsabilidade da Prefeitura

Os funcionários da Santa Casa estão decididos a suspender todo o atendimento daquele Hospital. Desde a semana passada os serviços de especialidades – incluindo cirurgias – não estão sendo realizados. Agora a decisão é parar o Pronto Atendimento, permanecendo apenas trinta por cento do efetivo trabalhando.

As críticas pelo momento vivido pela Santa Casa estão sendo atribuídas à Diretoria daquela Entidade que não estaria pressionando as autoridades na medida da gravidade da situação e na demora da busca de alternativas que aumentem a receita, como a implantação de local apropriado para atendimento a pacientes particulares e de planos de saúde.

Outro ponto questionado é até quando o Hospital vai usar parte dos recursos do Governo do Estado para “bancar ” o déficit dos custos do Pronto Atendimento”, que é de responsabilidade do governo municipal.

O diretor da Santa Casa divulgou no inicio do ano que precisaria de R$ 284 mil para atender o PA. A Prefeitura continuou pagando R$ 165 mil mensais. Para cobrir esse déficit de R$ 120 mil o Hospital usa parte dos recursos que o Governo do Estado manda para os serviços de baixa e média complexidade.

O prefeito Alcino Barcellos está repassando em dia  os R$ 165 mil devido pela Prefeitura, mas sabendo que deveria pagar R$ 284 mil.

Pelo lado do governo estadual, a Secretaria de Saúde ainda não transferiu à Prefeitura os meses de Julho, Agosto, setembro e Outubro.

O Conselho Municipal de Saúde, em reunião na semana passada, fez severas críticas ao atendimento no Hospital, atribuindo ” à falta de profissionalismo” dos funcionários e corpo clínico (leia aqui), mas nada comentou sobre as pendências financeiras, tanto do governo estadual quanto municipal.

O diretor do Hospital falou sobre essa diferença de valor pago pela Prefeitura, já denunciado pelo Governo do Estado e até pelo Consórcio Regional de Saúde e garantiu que vai insistir na atualização dos valores.

A Prefeitura de Pontes e Lacerda ainda deve ao Hospital o valor de R$ 400 mil referente ao terreno cedido para a construção do prédio onde está localizada a Unidade de Pronto Atendimento- UPA, inaugurado pelo ex-prefeito Donizete Barbosa.

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