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Santa Casa: sem médico, sem medicamento, sem comida. Nada está tão ruim que não possa piorar.

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28 de novembro de 2017

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Santa Casa: sem médico, sem medicamento, sem comida. Nada está tão ruim que não possa piorar.

O Hospital Santa Casa está “em estado vegetativo”. O trabalho de consultoria do SEBRAE – bancado mais uma vez por empresários – se encontrar uma alternativa para a sobrevivência, poderá colocar uma “pá de cal” nas pretensões de Pontes e Lacerda ter um hospital que atenda a população local e regional com dignidade, como ela merece.

E os únicos que não são culpados são os servidores e a população. Aliás, as grandes vítimas do descalabro e da falta de sensibilidade da maioria da classe política.

Atendendo precariamente – dizem que com apenas trinta por cento do efetivo – os funcionários não tem nem como se alimentar no ambiente de trabalho. Comida? nem para pacientes! Médicos estão sem condições de trabalho, racionando até medicamentos, colocando em risco seus registros profissionais.

A população reclama, os mais necessitados sofrem com a falta de atendimento – dever do poder público – e muitos políticos não aceitam serem criticados pela falta de ação.

Na sessão de hoje na Câmara, alguns vereadores não admitiram as criticas. Os mesmos que só defendem  a Santa Casa no microfone. Uma vereadora chegou a dizer que “está a disposição da Santa Casa, basta chamá-la”. Como se o caso não merecesse atenção especial, e nem fosse obrigação dela tomar a iniciativa de ajudar a buscar uma solução. À exceção dos vereadores Ivanildo Amaral, Maxsuel Guimarães, Anderson Barbosa e do presidente Pedro Vieira, os demais não participam da maioria das ações que envolvem o Hospital.

Agora é hora de largar o microfone e “arregaçar as mangas”.

Sem médicos, sem remédio, sem comida, racionando medicamentos a pacientes. Podia ser pior?

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(2) Readers Comments

  1. servidor
    28 de novembro de 2017 at 08:37

    O pior que a vereadora faz parte da comissão de saúde da camara, alias e a presidente da comissão. Falar e fácil ter um microfone na mão pra criticar, pois, ele aceita qual coisa. A mídia passou o ano divulgado a situação do hospital que a prefeitura paga e insuficiente pra cobrir as despesas e que o estado não paga em dias. O que os vereadores fizeram alem de criticar? O hospital e empresa particular mais o serviço que vende e público esta história que eu não tenho não haver e incompetência, alias quem presta qualquer tipo de serviço e pra receber em dias. Tudo que queremos e receber nosso salario e condições de trabalho, não estamos pedindo esmola isto e uma obrigação do poder público.

  2. Pedro Dan
    28 de novembro de 2017 at 10:37

    Porque esses vereadores não doam parte dos milhões de duodécimo para a saúde pública do município? Porque os agentes políticos não doam o dízimo (10%) de seus gordos salários para a saúde pública municipal? Porque não fazem funcionar a tão "sonhada" UPA? Porque os PSFs não possuem médicos suficientes para atender a demanda da população? Porque a Prefeitura não coloca, no mínimo, um PSF para atender a população no mínimo até às 20h/21h (e reduzir o serviço do Pronto Socorro)? Porque dos quase 100 milhões de receitas anuais o Município investe apenas 160 mil por mês na Santa Casa, pra funcionar 24 horas por dia todos os dias do ano? Porque o Município investe milhões na Câmara pra ter apenas uma sessão por semana e dois recessos por ano? Por essas e outras perguntas, SEM RESPOSTAS, é que Pontes e Lacerda não se desenvolve.. NUNCA VAI PRA FRENTE.. Daqui uns dias não teremos Santa Casa. Não teremos UPA. Mas teremos dúzias de ambulâncias circulando entre Cáceres e Cuiabá.. Porque pra ambulâncias basta o motorista, não precisa de médicos, nem de equipes de enfermagem, nem de equipamentos. E muito menos remédios, alimentos para os pacientes, etc.

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