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Ação de Alcino na saúde não tem lógica. Compra ambulância mas não põe a UPA para funcionar, não investe nos ESF’s e nem ajuda a equipar a Santa Casa

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1 de maio de 2019 às

15:30

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Ação de Alcino na saúde não tem lógica. Compra ambulância mas não põe a UPA para funcionar, não investe nos ESF’s e nem ajuda a equipar a Santa Casa

O Prefeito Alcino Barcelos mostrou os maxilares no vídeo em que mostra seis ambulâncias adquiridas pela Prefeitura durante o mandato. Ele disse que foi com recursos do Município. Algumas, sim. O prefeito fez questão de omitir – uma forma abjeta de fazer política sem citar quem conseguiu os recursos – que também tem dinheiro do Fundo Nacional de Saúde e de outras fontes. Dentro do que ele se propõe, é de se dar os parabéns. Investiu inclusive em contrato com médico de ESF’s para fazer o transporte de pacientes nas ambulâncias, quase dobrando o valor anual que vinha pagando anteriormente, de R$ 450 mil para mais de R$ 800 mil, objeto de Comissão Processante na Câmara de Vereadores.

Lógica invertida

Mas  a questão aqui é a falta de lógica na gestão da saúde de Pontes e Lacerda. O atual prefeito está se vangloriando em aplicar recursos públicos no transporte de pacientes, comemorando na compra de ambulâncias onde investiu, segundo ele, R$ 600 mil. Gaba-se de ter economizado R$ 10 milhões, fora o orçamento. Aplicou na saúde somente 6% da economia.

Repito a falta de lógica: O Chefe do Executivo não coloca em funcionamento a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que está inaugurada desde o governo de Donizete Barbosa. Não adquire equipamentos médicos para qualificar o atendimento à saúde, preferindo deixar mais de um milhão de reais aplicados rendendo juros no Banco.

O Hospital Vale do Guaporé está sobrevivendo às custas  de dinheiro privado (a nova ala para atendimento particular foi construída  com doações de empresas) e de leilões solidários.

O pronto atendimento da Santa Casa – que a prefeitura repassa R$ 200 mil mensalmente e diz que aumentou para R$ 250 mil – consome mais de R$ 350 mil por mês. O Hospital tem que “parir” mais de cem mil reais por mês para “bancar” o serviço que é de responsabilidade constitucional do Município.

Ao invés de fazer gestões e priorizar a vinda de uma UTI e uma hemodiálise para Pontes e Lacerda, o prefeito prefere comprar ônibus para o transporte dos pacientes, três vezes por semana, para Cáceres.

O que Pontes e Lacerda merece

Insisto na falta de lógica: A gestão da saúde coerente  seria direcionada a dotar Pontes e Lacerda de condições de atendimento dos pacientes nos Postos de Saúde, na UPA e – quando for necessário – no Hospital e, em último caso, ambulâncias. Nessa ordem de prioridade. A maior parte dos recursos disponíveis deveriam ser voltados para estruturar as unidades municipais de saúde com equipamentos, mobiliários e profissionais médicos de tal forma que, com o decorrer do tempo, pudéssemos só transportar para outros centros os pacientes de altíssima complexidade.

Mas o prefeito prefere o imediatismo e o paliativo para tentar tirar proveito político, procurando criar fatos e desviar o foco da sociedade nas duas comissões processantes que podem lhe custar o mandato.

O atual governo não presta um serviço de qualidade. Fala muito em economia mas não a converte em serviços permanentes para a sociedade. No máximo em dois anos, essa frota deverá ser leiloada a preço vil e deverão ser gastos mais recursos com novas ambulâncias.

É necessário colocar todos os serviços a disposição: ESF’s equipados, UPA, Hospital com estrutura e ambulância (cada vez em menor quantidade).

Saúde tem que funcionar. No Município. Não dentro de ambulâncias.

Do jeito que está adultos, idosos e crianças vão continuar morrendo próximo a Porto Esperidião.

A população de Pontes e Lacerda merece atendimento digno. Decente. Humano.

Não deixem o prefeito descobrir que já existem caminhões-hospital.

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(1) Reader Comment

  1. Paulo Ferreira
    2 de maio de 2019 at 11:05

    Caro Vieira, Poderia fazer um programa especial sobre a falta de médicos em diversos PSFs do Município; sobre o fato dos PSFs que tem médico, que deveriam atender 8 horas diariamente, atender somente um número "x" de consultas e dispensar os demais pacientes; sobre o fato dos PSFs que tem dentistas, que também deveriam atender 8 horas diariamente, não poderem trabalhar em período integral porque a Secretaria de Saúde só disponibiliza 5 kits de tratamento bucal por dia, permitindo o atendimento de 5 pacientes por dia. O custo de um dentista da Prefeitura (salários e demais gastos), pra realizar no máximo 100 atendimentos por mês, daria para a Prefeitura pagar tratamento particular pra todas essas pessoas. Tem médicos e dentistas apenas batendo ponto e indo para os consultórios, porque já cumpriu a "meta" diária, mesmo sendo profissionais de PSFs

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