Na manhã desta segunda-feira (06/11), funcionários do Hospital Vale do Guaporé se manifestaram contra o poder público em favor de receber os salários que estão atrasados. A movimentação se iniciou em frente a unidade hospitalar e seguiu até a Câmara Municipal, enquanto acontecia uma sessão ordinária.

Na manifestação foram usados cartazes com os seguintes dizeres:  “SUS – Sem Um Salário “, “Investir em saúde e investir em pessoas, pela valorização dos servidores da saúde”, ”Nossos deveres estão em dia, cadê os nossos direitos?”. Essas, dentre outras frases, representavam a indignação dos trabalhadores que estão com os pagamentos atrasados desde o mês de julho, além de não receberem o FGTS. Muitos estão passando por dificuldades financeiras e correm risco de perder a moradia por causa dos atrasos.  

A representante do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem, Cleonice de Paula, afirmou que, “Mais uma vez estamos com este descontentamento, tanto de condições de trabalho, quanto de salários atrasados. Já estamos seguindo para a 3ª folha. Com isso, estamos paralisados desde sexta-feira (03/11), às 13h00min. Só tem um médico no atendimento do P.A de Urgência e Emergência. Nós funcionários estamos a ver navios, sem datas, sem previsões. Ninguém sabe nós responder, e o governo só com promessas. Hoje nós viemos pedir encarecidamente aos vereadores, por que eles são nossos representantes.” 

O Presidente da Casa de Leis, Pedro Vieira, informou que o legislativo está tentando encontrar uma brecha na agenda do governador para solicitar uma reunião. Até o momento, nada ficou confirmado.

Ainda nesta segunda-feira, no período da tarde, a direção do hospital se reuniu com os colaboradores e fez uma proposta. Segundo o informado, a Prefeitura de Pontes e Lacerda se comprometeu a fazer um repasse de aproximadamente R$400 mil reais para a unidade e assim quitar parte dos atrasados. Porém, os servidores não aceitaram o acordo. O valor prometido, segundo o Sindicato, não paga nem metade da divida. ” Nós só retornaremos ao trabalho com a liquidação de pelo menos 2 meses dos pagamentos. Neste momento, estamos elaborando a escala na nossa greve e assim permaneceremos paralisados, mas conforme o previsto em lei, atendendo com 30% do efetivo”, disse Cleonice, representante do sindicato.