A Comissão de Segurança Pública e Comunitária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) marcou para o próximo dia 04 de julho a apresentação do relatório técnico dos processos de aquisições das forças da segurança pública no Estado. O agendamento foi feito durante reunião realizada nesta quarta-feira (21), com representantes da Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros e Politec e o deputado Wancley Carvalho (PV), presidente da comissão.

Este estudo será base para o pedido de autonomia administrativa e financeira das quatro forças e que deverá dar mais agilidade aos processos de compras e implantação de serviços à população. O levantamento é realizado pela Câmara Setorial Temática que debate a possibilidade de autonomia financeira e administrativa das forças da segurança pública de Mato Grosso e representa a primeira etapa do processo de independência delas.

O deputado Wancley Carvalho, que é investigador da Polícia Judiciária Civil, é um dos defensores desta iniciativa como forma de desburocratizar o sistema e dar mais rapidez aos serviços de segurança. “Atualmente, a Secretaria de Segurança Pública concentra mais de dez mil processos de compras e aquisição e isso atrasa os serviços. As áreas de atuação e regiões têm demandas diferentes umas das outras e com a autonomia poderão alocar os recursos de acordo com as prioridades de cada uma”.

O coronel Wagner Jorge, do Corpo de Bombeiros, explica que as forças da segurança já são autônomas em 24 dos 27 estados do país e que Mato Grosso deverá ganhar muito se adotar o sistema. “Cada entidade poderá fazer os planejamentos conforme as necessidades identificadas de forma rápida e sem burocracia. Assim, os serviços serão implantados mais eficientemente para a sociedade”.

Após a aprovar o levantamento realizado, a comissão deverá agendar uma audiência com o secretário de Segurança Pública do Estado, Rogers Jarbas, para apresentar o resultado e debater uma política para implantar o processo de autonomia.

Fronteira – Durante a reunião, o deputado Wancley Carvalho relatou que visitou os municípios da região da fronteira internacional do estado e se deparou com muitos problemas na área da segurança pública. De acordo com o parlamentar, a região é alvo constante de roubos e sequestros, além de ser passagem para o envio de mercadorias roubadas para os países vizinhos.

O diretor de execução estratégica da Polícia Judiciária Civil, delegado Mário Rezende, explicou que a União não tem alocado recursos e pessoas suficientes para atender essa demanda e o Estado acaba tendo que assumir responsabilidades do governo do federal, o que onera o Poder Executivo e compromete a qualidade dos serviços.

Sobre isso, ficou deliberado que a comissão vai agendar uma reunião com o Ministério da Justiça para expor a situação e cobrar maior atuação na região, com o envio de soldados e reativação de postos que foram fechados.

Efetivo – Os representantes da Polícia Judiciária Civil, do Corpo de Bombeiros e da Politec pediram apoio da Comissão de Segurança Pública e Comunitária para solicitar a contratação de profissionais para suprir as necessidades das corporações.

O coordenador de Garantia de Qualidade da Politec, Sérgio Giraldelli, disse que o lotacionograma da entidade ainda é o mesmo de quando eram somente uma coordenadoria da Sesp e não atende a demanda atual. Segundo ele, existe o projeto de uma nova estrutura, mas ainda está parado. Na PJC, a demanda é por delegados, investigadores e escrivães e no Corpo de Bombeiros é para a contratação de oficiais.

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Texto: Laís Costa Marques/ALMT                           
Foto: Angelo Varela/ALMT