A simples existência de leis que normatizem a convivência civilizada entre as pessoas não significa que estejamos no império da Lei e da Ordem.

Um caso típico é a utilização pelos “flanelinhas” da Praça Miguel Gajardoni para fazer do estacionamento público uma atividade comercial, com direito a intimidar pessoas de bem, principalmente as mais vulneráveis, como mulheres e idosos. Um áudio está circulando nos grupos de whats App, onde uma senhora denuncia a forma truculenta e ameaçadora com que foi abordada por aqueles “donos do estacionamento”. A TV Centro Oeste já fez matéria tornando público esse absurdo. Nada até agora foi feito.

Trata-se de comércio ilegal (obter vantagem financeira indevida ao cobrar pelo estacionamento em local público, que é gratuito) e a Prefeitura reiteradamente tem “feito vistas grossas”, propositadamente ou não, ao deixar de fiscalizar o centro comercial da cidade. Aliás, o Poder Público Municipal é cioso quando se trata de fiscalizar o comércio legal, que gera empregos e renda e sustenta o Executivo com pagamento de impostos.

É interessante ressaltar que os “flanelinhas” estão extorquindo e intimidando cidadãos em pleno horário comercial – com o sol “a pino” em frente ao Shopping e agências bancárias, colocando deliberadamente papelões nos para-brisas dos veículos que estacionam ao redor da Praça Miguel Gajardoni e cobrando, quando os motoristas decidem sair com os carros.

A responsabilidade de tirar aqueles delinquentes – são drogados e alcoólatras com ou sem antecedentes criminais, não importa – é exclusiva do prefeito Alcino Barcellos, que possui fiscal para controlar, evitar e coibir aqueles atos ilícitos.

À Polícia Militar cabe a intervenção quando algum crime for cometido, como a extorsão ou intimidação, por exemplo. O que deve ser em flagrante. Nesse caso, alguém teria a coragem de enfrentar os drogados, não dar dinheiro, chamar e aguardar da PM chegar?

No Estado de Direito – onde a Lei e a Ordem imperam –  o cidadão cobra, o vereador fiscaliza e o Executivo cumpre a legislação.

Os cidadãos estão cobrando e “torcendo o nariz”. Faz horas.