Em Pontes e Lacerda, a Lei 1559/2015 conhecida como “Lei Hebinho” tinha como objetivo padronizar a pintura dos prédios públicos municipais, com cores e detalhes previamente definidos. A fácil visualização, uniformidade e, ao longo do tempo, a redução de custos na reforma pois manteria as mesmas cores, são os lados positivos da Lei. Além do mais, evitaria que cada novo prefeito pudesse – ao seu livre arbítrio – modificar as cores sabe-se lá com que objetivo.

Pois essa Lei foi revogada, por iniciativa do atual Prefeito e com o aval da maioria dos vereadores. Votaram contra apenas Ivanildo Amaral, Maxsuel Guimarães e Antônio Pedrosa. O presidente da Câmara não vota.

A nova Lei 2104/2017 simplesmente anula qualquer padronização e não oferece qualquer alternativa. Daqui pra frente o Executivo – a cada mandato – pode mudar as cores dos prédios  públicos municipais da forma que lhe aprouver.

Aliás, ao arrepio da Lei, saibam o que fez Alcino Barcellos. Antes mesmo da vigência da nova Lei – que ainda depende de sanção e publicação em diário oficial – mandou pintar o prédio da prefeitura com cores que nada lembram o município, nem mesmo a bandeira de Pontes e Lacerda.

O azul e, ao que parece,  gelo foram pintados na parte externa. Internamente o azul e branco lembram bem as cores do PRB, partido do atual prefeito.

Mera coincidência.

Sem padronização na identificação dos prédios públicos municipais, nossa “cidade vai ficar cada vez mais com cara de cidade antiga”,  com certeza.

Na contramão da modernidade.