A crise vivida pelo Hospital Vale do Guaporé, a Santa Casa de Pontes e Lacerda, é fundamentalmente financeira. Nenhuma novidade, nem para a administração anterior, muito menos para a atual gestão e também de conhecimento há muito de toda a sociedade.

Milagre na saúde, só no campo espiritual.

Aqui embaixo, a questão só será resolvida a curto prazo com o aporte externo de recursos que socorra o Hospital para quando houver atraso nos repasses públicos, tanto estadual quanto municipal.

Tratar o Hospital com gestão meramente empresarial só vai gerar dissabor para quem administra a Entidade, causa desgaste político e a consequente quebra de qualidade no atendimento à saúde.

Transferir o ônus de arrecadar mais através da população pode ser uma saída a médio prazo – como novos leilões, por exemplo – isso apostando no poder de persuasão e motivação dos atuais dirigentes do Hospital.

O leilão solidário ainda não repassou cerca de R$ 330 mil que foram destinados para aquisição de equipamentos (arco cirúrgico e auto clave). Segundo informações, parte deste dinheiro está retido desde o ano passado e um pouco está ainda sendo pago pelos arrematantes.

A resposta da população a uma simples pergunta poderia socorrer a Santa Casa: O que é mais importante: ter um arco cirúrgico agora e a Santa Casa fechada ou viabilizar o funcionamento do Hospital e comprar o equipamento quando o governo normalizar o repasse dos recursos?

Eu já sei a resposta.