O ex-prefeito Donizete Barbosa preferiu não dar entrevista sobre a decisão judicial que imputou a ele e ao outro ex-prefeito Newton Miotto o pagamento de R$ 3 milhões pela não conclusão da Vila Olímpica, um “elefante branco” na visão do Ministério Público. A matéria foi divulgada aqui, com exclusividade.

Contrariado com a decisão judicial, o ex-prefeito comentou que “quando você tem uma determinada quantia de recursos e muita coisa por fazer, você se obriga a determinar prioridades. Você planeja mas, quando os recursos vão sendo reduzidos no decorrer do período, inviabilizam qualquer planejamento”.

Ressaltou também que “as pessoas devem refletir sobre o momento econômico que atravessamos, a partir do último ano da administração Miotto, que se agravou no período de 2013 a 2016. Peço que as pessoas pensem comigo: como vou gastar dinheiro com a Vila Olímpica quando falta dinheiro para tudo, saúde, educação e assistência social?”.

Fazendo um resumo da situação disse que, “com certeza a população de Pontes e Lacerda não sabe, mas as obras da Vila Olímpica pararam porque setenta por cento das empresas quebraram por culpa do Governo Federal. No início os pagamentos às empreiteiras eram feitos após as medições. O governo começou a atrasar e as empresas ficaram sem recursos e sem condições de dar continuidade aos serviços. E, para a retomada das obras, a diferença do valor contratado e os reajustes deveriam ser suportados pelo município”.

Donizete desabafou dizendo que “estou com a consciência tranquila, em paz comigo e com meu Deus, que fiz o que era possível fazer”. A expectativa era de que houvesse aumento da arrecadação com o decorrer do tempo e aí, então, atender as prioridades da população e as outras demandas.

O ex-prefeito não comentou se vai recorrer da decisão.