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Eleição sem Wancley mexe com todas as peças do tabuleiro eleitoral. E esse será o debate daqui pra frente

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25 de fevereiro de 2018 às

21:49

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Eleição sem Wancley mexe com todas as peças do tabuleiro eleitoral. E esse será o debate daqui pra frente

Após o deputado Wancley Carvalho revelar a sua decisão de deixar a politica no final do ano e não disputar a reeleição – tida como certa por muitos líderes políticos – o cenário político do partido  em Mato Grosso e, especialmente em Pontes e Lacerda, deve ter mudanças significativas.

Se os motivos alegados são plenamente justificáveis – em caráter pessoal – as consequências negativas da decisão do parlamentar, e da forma como foi apresentada dizendo que ele se afasta do processo eleitoral, podem provocar danos enormes para os que apostaram na carreira política promissora do parlamentar.

Um caso análogo aconteceu em Cuiabá na última eleição municipal. Todos tinham como certa a reeleição de Mauro Mendes, mas ele desistiu também por motivos pessoais. A diferença é que Mauro se manteve no processo eleitoral auxiliando o grupo político a indicar o sucessor, para segundo ele “garantir que Cuiabá continue no rumo do desenvolvimento, sem retrocesso ou prejuízo à nossa gente”(Nota Pública emitida por Mauro Mendes em 04.08.2016).

Partido Verde sem Wancley

O PV perde a sua grande liderança no Estado. A cúpula do partido em Mato Grosso deve estar “batendo cabeça” e refazendo as contas e re-planejando toda a atuação para as próxima eleições. O partido entra no processo eleitoral sem o seu principal nome, um candidato potencialmente forte para a reeleição e com 20.000 votos a menos, no mínimo. Prejuízo irreparável.

Pontes e Lacerda sem Wancley

Há vários anos Pontes e Lacerda tem como objetivo a eleição de um candidato local para deputado estadual. Esse tem sido o mote, a grande “briga” para que os eleitores se conscientizem da necessidade e da real possibilidade do município manter um representante na Assembléia Legislativa. Ultimamente o município conseguiu com o Dr. Antonio Azambuja e com Wancley. Mas a saída extemporânea do último abrirá uma nova conjuntura de articulações entre partidos e pré-candidatos.

Um assessor do PV, político experiente, ponderou que “uma coisa é ele não concorrer, mais sério é o afastamento dele do processo eleitoral o que, sem dúvida, influenciará nas urnas. E a primeira questão é saber quem poderá herdar os votos dele”.

Um prefeito da região, instado a opinar, considera que ainda há tempo para surgimento de novas candidaturas ou definição de alianças. “Outros nomes vão surgir e desistências poderão ocorrer, entre março e abril”.

Nesse novo cenário sem Wancley a tendência natural é de aparecer novos nomes, mesmo de outros municípios com ou sem densidade eleitoral. E o excesso de candidatos impossibilitará Pontes e Lacerda de ter um representante na Assembleia Legislativa.

Esse filme Pontes e Lacerda já viu.

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