Uma comitiva liderada pelo deputado Wancley Carvalho participou ontem (12.07) de uma reunião com representantes do Governo do Estado para discutir a crise financeira na saúde de Pontes e Lacerda provocada pela redução de repasse para Santa Casa.

A reunião aconteceu no palácio Paiaguás, no gabinete do secretário-chefe da Casa Civil, José Adolpho, e contou também com a participação do diretor do Escritório Regional de Saúde, Romes Amurim, Diretor e Administradora da Santa Casa Ideraldo Pires e Claudenice Lima, respectivamente, Presidente da Associação Comercial, Eridison Vieira, vereador Maxsuel Guimarães e de vários prefeitos da região.

Logo no início da reunião o Secretário enfatizou que a crise financeira do Estado continua grave com as constantes quedas na arrecadação. Também foi informado que neste mês o repasse do Fundo de Participação dos Municípios reduziu ainda mais.

“Se tecnicamente for apontado que nós podemos melhorar os repasses ao Hospital, aí eu vou brigar com a equipe financeira do Estado para conseguirmos esses recursos.” garantiu o Secretário.

O deputado Wancley solicitou um prazo, antes da alteração de valores, para que haja um estudo técnico em conjunto entre Estado, Municípios e Santa Casa. Mas, a proposta foi recusado pelo Governo, a princípio.

“Ele [Secretário] ainda não atendeu nosso pedido, mas estamos na negociação. Vamos esgotar todas as possibilidades de negociação. Não podemos deixar que o Hospital feche. Estamos unidos por isso.”

Os parâmetros técnicos que definiu a diminuição dos valores de 792 para 320 mil reais, através da portaria 111/2017, foram colocados em discussão pelo presidente da Santa Casa, Ideraldo Pires. Ele garantiu que com o repasse reduzido, o Hospital consegue apenas pagar o corpo clínico e o funcionamento seria inviabilizado o que, consequentemente, resultaria no fechamento da unidade.

Após todos os apontamentos, discussões e sugestões, ficou acordado que o Escritório Regional de Saúde irá fazer uma coleta de dados junto aos municípios que compreendem o Consórcio Regional para uma nova análise técnica.

“Podemos enxergar que essa reunião foi produtiva, pois há um interesse em rever esses parâmetros utilizados para fazer esse corte substancial, que até semana passada não tínhamos.” finalizou o presidente do Hospital.