Empresários são contra medidas impositivas de fechamento do comércio de Pontes e Lacerda

TVCO

25 de março de 2020

Empresários são contra medidas impositivas de fechamento do comércio de Pontes e Lacerda
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A Associação Comercial de Pontes e Lacerda, a principal representante do comércio local, reuniu alguns empresários no final da tarde desta terça-feira (24/03), nas dependências do 18º Batalhão de Polícia Militar, dentro das normas que regulam a prevenção à contaminação do coronavírus, para discutir a Notificação Recomendatória do Ministério Público recebida pela Prefeitura Municipal em que exige o fechamento do comércio, de forma unilateral.

Comércio cumpre as normas de prevenção

A insatisfação do empresariado com relação à posição do Ministério Público foi unânime. Todos os que estavam presentes tiveram oportunidade de se manifestar e considerar como falta de sensibilidade das autoridades que deveriam, antes da tomada de qualquer decisão, ouvir e ver previamente qual o comportamento das lojas da cidade. “Os comerciantes estão seguindo as recomendações do Ministério da Saúde na higienização e espaçamento mínimo entre funcionários e clientes. Basta uma simples visita às lojas”, disse um empresário.

A necessidade de ponderação, equilíbrio e cumprimento das Leis que disciplinam a conduta da sociedade no atual momento de prevenção ao coronavírus por parte das autoridades também foi o ponto alto das discussões. “O governo federal vem coordenando as ações e criou legislação específica para todo o País. Infelizmente algumas autoridades insistem em tomar medidas que contrariam e destoam das orientações do Ministério da Saúde”, criticou um lojista.

Matar a galinha dos ovos de ouro

O presidente da Associação Comercial, Eridson Vieira, ressaltou que os empresários tiveram receptividade junto ao Poder Executivo que entendeu a imperiosa necessidade de avaliar o cenário local com responsabilidade mantendo o comércio aberto meio período, com olhar na prevenção ao COVID-19 e na minimização dos prejuízos na economia local. “Um não exclui o outro. A avaliação com serenidade do cenário local é o que deve pautar uma decisão que vai afetar a vida de toda a população. As últimas manifestações do Presidente da República, do Ministro da Saúde e do Governador do Estado vão nesse sentido. Já há casos de Prefeituras que tomaram medidas extremas de fechamento do comércio e já estão revendo a decisão. Uma família de classe média e servidores públicos talvez consigam se manter no isolamento por alguns meses. Mas e a iniciativa privada, os comerciantes, os desempregados, pedreiros, pintores e outros que dependem do dinheiro da semana? Estão matando a galinha dos ovos de ouro”, pontuou Vieira.

Decisão dos empresários

Ao final da reunião, ficou decidido que a Associação Comercial fará um documento a ser entregue ao Ministério Público onde justifica a necessidade de prevenção não exclui a manutenção da atividade econômica, desde que seguida as regras do Ministério da Saúde. Serão também enviados ao MP fotos e vídeos das lojas demonstrando que estão seguindo as medidas de prevenção ao coronavírus.

A Acepl também vai solicitar uma audiência ao Promotor Público, mesmo que no sistema de videoconferência,  para apresentar os argumentos e a posição dos comerciantes e mostrando a imperiosa necessidade de manter o comércio funcionando para reduzir os enormes prejuízos para a economia local.

 

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