O presidente do SINFPPEL, Marcos Rogério e o advogado Ronaldo Queiroz Garcia, estiveram visitando algumas unidades de saúde do Município e constataram a existência de câmeras de segurança nas salas reservadas aos procedimentos de vacinação.

A utilização dessas câmeras de segurança dentro das salas destinadas a vacinação é ilegal e antiética por ser uma área privativa onde em muitos casos, é necessário que os pacientes retirem parte de suas roupas ficando expostos à captura de imagens que sequer sabe-se onde estão sendo armazenadas, quem está vendo e qual o uso dessas imagens, tornado o ato de vacinação algo constrangedor para o usuário do Sistema Único de Saúde – SUS.

Em uma das visitas, uma paciente que não quis ter seu nome revelado, disse para Marcos que só notou a câmera depois que tomou a vacina. Ela teve que tirar sua camiseta de mangas compridas para receber a dose da vacina gripe.

Para o advogado do SINFPPEL, “a instalação de câmeras de monitoramento nos ambientes hospitalares e ambulatoriais, por mais que a intensão seja para benefício à segurança do paciente e dos servidores, pode trazer em seu bojo, implicações que venham a comprometer a integridade moral, o pudor e a privacidade dos pacientes e das pessoas filmadas.”

Marcos Rogério, presidente do SINFPPEL, orienta os servidores responsáveis pela vacinação, que informem ao paciente sobre a existência das câmeras, e aqueles que se sentirem violados em sua intimidade e integridade, que registrem boletim de ocorrência e/ou denunciem ao Ministério Público Estadual.

 

 

 

Assessoria Sindicato