Todo o ano é a mesma coisa.

Pontes e Lacerda está localizada numa região onde o período das chuvas e das secas são bem definidos.

E nesta época sempre convivemos com queimadas e focos de incêndio. Logicamente, se devidamente planejado, os equipamentos e os recursos humanos deveriam estar concentrados na prevenção e, quando não for possível, na contenção do fogo, pelo menos entre julho e novembro de cada ano.

A queimada da Serra do Patrimônio é o sinal mais claro e evidente que algum órgão público não está cumprindo seu papel de forma responsável.

Sabemos que o comando do Corpo de Bombeiros tem elaborado anualmente um plano de prevenção e de contenção de incêndio. E que procurou de todas as formas aumentar este ano o contingente humano pedindo ao Prefeito Alcino Barcellos que contratasse uma equipe de brigadistas, especificamente para esse período de seca. Segundo informações, a solicitação ocorreu em uma reunião entre os comandantes e o Prefeito na Promotoria Pública.

Mais uma vez Barcellos mostrou a total falta de planejamento e do desvio de prioridades na administração municipal. Apregoou pela cidade que economizou mais de R$ 5 milhões em 2017 e está administrando um orçamento de mais de R$ 115 milhões em 2018. E não quis – esse é o termo correto – contratar uma equipe de brigadistas para ficar de prontidão e auxiliar o Corpo de Bombeiros, nesse período crítico.

Se isto tivesse ocorrido, a maioria dos princípios de incêndio ou focos poderiam ser imediatamente apagados ou controlados, evitando a destruição do meio ambiente, como o que está acontecendo na Serra do Patrimônio.

Prepotência e arrogância

A recusa do Prefeito Alcino em contratar uma equipe provisória de brigadistas mostra claramente a insensibilidade e o descaso do poder público municipal para com os graves problemas que atingem o município. A prepotência não deixa Barcellos perceber que, acima das suas ideias e decisões muitas vezes estapafúrdias, estão os interesses de Pontes e Lacerda e o bem comum.

Falta de fiscalização

Mais da metade dos onze vereadores de Pontes e Lacerda optaram – não se sabe os reais motivos –  não fiscalizar os atos do Executivo Municipal, se omitindo em uma das prerrogativas impostas pela Constituição Federal.

Mais uma vez vai ficar para o Ministério Público a tarefa – que é do Legislativo – de investigar as razões que levaram o prefeito a ignorar uma solicitação do Comando do Corpo de Bombeiros, causando graves danos ao meio ambiente.

É mais importante gastar mais de R$ 1,200 milhão com material gráfico do que contratar uma equipe para ajudar a combater incêndio em Pontes e Lacerda.

Questão de ponto de vista.