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Má gestão da saúde em PL gera prejuízo financeiro ao Município e à Santa Casa

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3 de abril de 2019 às

20:02

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Má gestão da saúde em PL gera prejuízo financeiro ao Município e à Santa Casa

O descalabro na forma de administrar a saúde em Pontes e Lacerda tem como consequência direta prejuízo financeiro tanto ao Município quanto ao Hospital Vale do Guaporé, a nossa Santa Casa.

A desorganização na forma de atendimento dos ESF’s, que está desvirtuada das normas para os quais eles foram criados, a falta de coordenação do Secretário de saúde – uma figura meramente decorativa – e a administração centralizada e autoritária do Prefeito Alcino Barcelos dão mostras claras que a gestão está sendo amadora.

Um dos exemplos claros aconteceu nesta data. Uma senhora que fez um parto há dez dias no Hospital teve algumas alterações no quadro clínico e recebeu a indicação para fazer uma tomografia computadorizada, que custa R$ 250,00. Como a Santa Casa está inadimplente com o Laboratório, este não realiza a tomografia se o pagamento não for à vista.

Diante da incapacidade financeira do Hospital (seis parcelas em atraso por parte do Governo do Estado), o paciente deve ficar internado, ser regulado e encaminhado ao Hospital Regional de Cáceres através de ambulância. O custo do transporte para o Município é de R$ 1.200,00. Só nesse caso, prejuízo ao Poder Público no valor de R$ 950,00

Outro absurdo é o atendimento inconclusivo aos pacientes que procuram os ESFs. Com isso, a solução para quem está com problemas de saúde recai sempre no Hospital que, consequentemente, tem o número de atendimento aumentado e o consequente incremento de custos, inflando ainda mais a crise financeira.

Como se não bastasse, há muita demora na solução dos problemas que envolvem a Santa Casa e que precisam de solução por parte da Secretaria de Saúde. Como são sempre casos de pacientes internados, estes permanecem no Hospital – sendo medicados paliativamente, gerando custos de alimentação, ocupação de quartos, até que a Secretaria decida que providências tomar.

Outros casos são apresentados onde demonstram claramente que tudo o que a Secretaria de Saúde não tem é gestão. Além das irregularidades de contratos com empresa de uma vereadora – objeto de CPI – e de médicos que transportam pacientes em ambulâncias e que são servidores vinculados à própria Secretaria.

O prefeito Alcino Barcelos é hábil em transferir o ônus dos problemas que ele mesmo causa, procurando sempre gerar em seu favor dividendos políticos, não importando quem sofrerão desgastes.

Nesse caso, a subserviência da Secretaria de Saúde é flagrante. Como um “bibelô” o Secretário “adorna” a mesa de trabalho à espera que o Prefeito determine o que ele tem a fazer. A única certeza, e que depende de iniciativa dele, é de que vai receber seus proventos no final do mês.

Já o reflexo negativo desse descaso da saúde em Pontes e Lacerda recai todo em cima do atendimento do Hospital Vale do Guaporé e de sua diretoria que, mesmo competente, administra uma empresa doente,

Não se sabe até quando a direção daquele Hospital vai assumir a responsabilidade pelos desmandos dos políticos que deveriam sair do discurso e priorizar, na realidade, a saúde em Pontes e Lacerda.

A situação é grave. Alguém tem que habilitar a começar a discutir esse assunto de forma séria e responsável.

Já perdemos tempo demais.

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