A Secretaria Estadual de Saúde (SES) registrou o primeiro caso de febre amarela em humano em Mato Grosso desde 2009. O paciente é de Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá, e trabalha como classificador de grãos. Segundo a pasta, ele reage bem ao tratamento.

Devido a esse caso, de acordo com a secretaria, a Gerência de Doenças e Agravos Endêmicos e Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica apura a existência de macacos infectados na região e busca ativa de pacientes com possíveis sintomas da febre amarela nas unidades de saúde do município e bloqueio vacinal da população sem registro de vacina.

O caso continua sendo investigado, pois o paciente relatou que no período que antecedeu o surgimento dos sintomas da doença havia percorrido várias áreas rurais dos municípios de Primavera do Leste, Itiquira, Campo Verde e Alto Taquari.

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores, e possui dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano.

O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. A febre amarela tem importância epidemiológica por sua gravidade clínica e potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti.

Os sintomas iniciais da febre amarela incluem o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maioria das pessoas melhora após estes sintomas iniciais.

No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença. Cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.Em caso de sintomas, procurar a unidade de saúde mais próxima de casa. Somente um médico é capaz de diagnosticar e tratar corretamente a doença.

Em março deste ano, o Ministério da Saúde anunciou que a vacina da febre amarela passa a ser recomendada para todo o Brasil, após o segundo ano de alta no número de casos da doença e com a maior proximidade do vírus nas zonas urbanas.