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Mauro Mendes e Jaime Campos estão falando muito em taxar o agronegócio em MT

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15 de novembro de 2018 às

20:31

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Pode ser necessidade de reforçar o caixa do governo do Estado. Nenhum candidato fala que precisa aumentar a arrecadação durante a campanha. Ganhou a eleição, entretanto, muda o discurso. Nenhuma novidade.

O único estadista que me lembro ter “prometido sangue, suor e lágrimas” foi Winston Churchill aos ingleses, durante a Segunda Guerra Mundial. E ele sequer concorreu à eleição. Foi nomeado Primeiro-Ministro.

Mas também pode ser retaliação contra os produtores rurais que, em grande parte, preferiram apoiar  Pedro Taques para o governo estadual e preteriram o nome de Jaime Campos ao Senado.

E para quem quer tirar dinheiro do outros, motivos não são difíceis de alegar. Basta aproveitar a desordem política, social, econômica e institucional, mais a necessidade de “por a casa em ordem”, justificativa que acontece a cada quatro anos e encontrar uma atividade para tirar uns “vinténs”, em nome da coletividade.

O agronegócio que desde 1990  tem sustentado o Estado direta e indiretamente agora começa a aparecer – na visão do senador eleito Jaime Campos – como vilão da história (ele mesmo sendo um grande fazendeiro).

É o famoso fogo amigo, mas parecendo ser por motivo fútil, o da vingança política.

Os produtores rurais de Mato Grosso, pelos próximos quatro anos, estão órfãos na articulação política entre o segmento e o governo estadual. Já devem estar sentindo a falta de Jonas Pinheiro, Homero Pereira e a saída da política de Blairo Maggi.

Pelo que depreende das declarações do governador eleito, Mauro Mendes e do senador-fazendeiro Jaime Campos, quem vai ter que se contrapor a oneração do agronegócio serão as entidades representativas, como Famato, Aprosoja, Acrimat e outras.

E mais, terão que convencer logo a opinião pública de que as críticas do líder dos Campos aos produtores rurais são infundades e que tem  pretensão apenas de atingir os seus companheiros de atividade, parecendo revanchismo.

Antes que Mauro Mendes encontre campo preparado, não para o plantio, mas para transformar o Estado num sócio do produtor rural. O último trabalha e o primeiro fica com grande parte  do dinheiro.

Como já está acontecendo em outras atividades econômicas.

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