No escândalo que ficou conhecido como o “Caso das Palmeiras”, (leia aqui) o prefeito Alcino Barcellos pode ter se livrado da CPI – num esquema bem montado pelos vereadores da sua base de sustentação na Câmara – mas não escapa da investigação isenta do Ministério Público.

A suspeita de irregularidade na aquisição de 240 palmeiras no sul do País continua sendo investigada pela Promotoria de Pontes e Lacerda. Temos informação de que representantes de empresas envolvidas na dispensa do processo licitatório já foram ouvidas e agora chegou a vez de testemunhas e pessoas que denunciaram ou tiveram participação direta ou indireta no processo e que podem contribuir com mais esclarecimentos.

O vereador Maxsuel Guimarães foi convocado pelo Ministério Público para ser ouvido pelo Promotor de Justiça no dia dois de agosto próximo. O parlamentar pediu que a Câmara investigasse as possíveis irregularidades na aquisição das palmeiras, mas foi voto vencido. Como consequência, o parlamento municipal abriu mão de cumprir o papel constitucional de fiscalizar e investigar as ações do Poder Executivo.

A Câmara de Vereadores, como normalmente acontece, prefere que o Ministério Público investigue as denúncias de irregularidades do gestor do município, preferindo fazer “ouvidos de mercador”. Agindo assim, os parlamentares dão motivos para que a população considere totalmente dispensável a existência de uma Câmara Municipal com onze vereadores, com a maioria tendo baixa popularidade e sendo motivo de críticas contumazes.

Nesse caso da aquisição das palmeiras a Comissão parlamentar composta pelos vereadores Natalicia, Juninho e Rogério Lero Lero optou por sugerir, à época, o arquivamento da denúncia, sem investigação.

Não é primário 

Alcino Barcellos é alvo de outras irregularidades investigadas pelo Ministério Público. Algumas delas foram transformadas em inquéritos e ações civis públicas de improbidade administrativa, que podem levar à cassação do mandato do atual prefeito.