O que pode estar por trás da não implantação da UPA. Pontes e Lacerda continuará refém do Hospital Vale do Guaporé

TVCO

10 de outubro de 2019

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Alcino Barcellos não gosta de dar continuidade nas obras dos prefeitos anteriores. Foi assim com a Vila Olímpica, distrito industrial e está sendo com a Unidade de Pronto Atendimento 24 horas. Uma creche só foi inaugurada por determinação do Ministério Público.

Abandono do Planejamento na saúde

Como a UPA foi inaugurada no final do mandato de Donizete Barbosa, em 2016, a sequência natural era de que o processo de implantação fosse mantido na administração de Alcino Barcellos até porque a secretária de saúde daquela época teve participação efetiva na elaboração das metas e do plano da campanha do atual Prefeito.

E assim foi feito. A ex-Secretária de Saúde cadastrou pessoalmente todos os equipamentos a serem utilizados na UPA no sistema do Ministério da Saúde. Ficou faltando somente o gerador, autoclave, lavadora de barreira e calandra. O próximo passo era fazer a licitação e dar continuidade do projeto de implantação.

Nas mãos do Hospital particular

Pontes e Lacerda  está refém do Hospital Vale do Guaporé e assim continuará, sem a UPA. O Hospital continuará tendo metas a cumprir pelo convênio com o governo estadual. Quando cumpre, deixa de fazer o atendimento suplementar porque não receberá pelos serviços. Se não cumprir, não recebe.

Sem a UPA, o Município nunca será independente da iniciativa privada, o que é um equívoco. Estamos retrocedendo no atendimento à saúde pública.

O que se perde sem instalar a UPA 24 h

Só pela população de Pontes e Lacerda a UPA não viria. Ela foi projetada para atendimento e ser referência aos dez municípios da região, tornando o Município um polo regional de saúde. Com essa unidade de atendimento 24 horas, outras benfeitorias poderiam vir, como o SAMU que também é destinado à municípios ou regiões com mais de 100 mil habitantes.

Na UPA existe sala de estabilização e sala vermelha que é toda equipada como se fosse uma UTI. O paciente permanece estabilizado até que se encontre uma vaga em outro centro com mais recursos.

Na classificação do governo federal, a UPA foi projetada para ser de porte 1, mas construída para ser porte 2. Poucos meses após o início das atividades poderia ser reconhecida de porte maior, recebendo recursos a mais por essa razão.

A Prefeitura poderia ampliar o número de médicos especialistas, que trariam como consequência mais recursos de custeio e reduziria a” ambulancioterapia”. Quanto a mais a UPA mostrar que atende de forma suficiente, mais recursos virão do Ministério da Saúde.

Se a alegação é de que não haverá recursos federais para a manutenção da UPA, o Conselho Municipal deveria ter exigido o cálculo da Prefeitura, contendo pelo menos:

  1. O que o Município gasta com o pronto atendimento realizado pelo Hospital Vale do Guaporé;
  2. Valor com remoção de pacientes fazendo  a “ambulâncioterapia”;
  3. Quanto gastaria com o funcionamento da UPA.
  4. Qual o valor que seria repassado pelo Governo Federal quando a UPA estivesse em funcionamento.

 

A partir daí, fazer análise do custo/benefício social e não apenas financeiro.

As dúvidas e obscuridades

Há algo obscuro na recusa de implantação da UPA24h.

Se efetivamente melhora a qualidade do atendimento à população e reduz o transporte de pacientes por ambulância, qual a razão por trás disso para não implantá-la?

O que levou o Conselho Municipal de Saúde a não se munir de elementos para uma análise isenta e crítica que o fez abandonar um projeto que daria, sem sombra de dúvida, benefícios reais justamente a uma população carente e totalmente dependente dos serviços públicos,  que é a razão da existência do Conselho e onde cinquenta por cento dos membros são representantes dos usuários do Sistema Único de Saúde?

Parafraseando o personagem de Paulo Silvino no programa Viva o Gordo:

“Ah, aí tem!”

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