Há pouco mais de três anos o Brasil parou com a greve dos caminhoneiros. Foram aproximadamente 10 dias de incertezas, desabastecimento e caos.

Faltaram mantimentos, remédios, combustível e a população pode se atentar a um grande problema brasileiro, a falta de infraestrutura logística.

Por trás da pauta principal, o preço do diesel, estavam a precariedade das estradas, as más condições de trabalho para os profissionais das rodovias, a superlotação das vias, risco de vida e o alto custo que tudo isso provoca.

Mudar o modelo logístico do país é uma demanda antiga. Grupos de estudos e pesquisas, como o Movimento Pró-Logística, realizam levantamentos sobre os custos do escoamento da produção e as alternativas viáveis para modernizar a malha viária brasileira, tornando-a mais barata e eficiente e garantindo melhor qualidade de vida para os caminhoneiros.

E as soluções, como muitos devem saber, não estão em grandes invenções, mas na implantação de modelos antigos, porém muito mais baratos e seguros, como a ferrovia.

Atualmente três grandes projetos estão em andamento no país, a Ferrovia Integração Oeste-Leste (Fiol), que vai de Ilhéus (BA) a Figueirópolis (TO), a Ferrovia Integração Centro-Oeste (Fico), que ligará Mara Rosa (GO) a Vilhena (RO) e a emblemática Ferrovia Norte-Sul, por enquanto compreendida entre Estrela D’Oeste (SP) e Porto Nacional (TO).

Essa nova malha ferroviária tem uma característica fundamental, que é a interligação entre os trechos, proporcionando o deslocamento de ponta a ponta por trilhos