Uma operação, denominada “Pinga Fraca”, desencadeada nesta sexta-feira (31/03) pela Polícia Civil de Pontes e Lacerda resultou na prisão de duas pessoas suspeitas de venderam bebidas alcoólicas falsificadas.

A investigação iniciou há vários dias e culminou na prisão de dois suspeitos e de um encaminhado para prestar esclarecimento.

O primeiro a ser detido foi um representante comercial que era um dos suspeitos de repassar as bebidas para o comércio de Pontes e Lacerda. Com ele não foi encontrado nada, mas ele disse que vendia para uma distribuidora.

Os policiais foram até a empresa e encontraram várias garrafas com a suspeita de terem líquido falsificado. Foi dada voz de prisão ao proprietário e encaminhado à Delegacia.

No outro caso, os policiais prenderam um homem que anunciava, por uma rede social, a venda de Whisky com valor que compreendia cerca da metade de um produto original. Na residência havia várias garrafas.

No caso do dono da distribuidora e do que anunciava pela internet, os policiais encontraram as garrafas comprovando a materialidade do crime. Os dois foram presos em flagrante por cometerem crimes contra a saúde pública. O terceiro, que distribuía na cidade, será indiciado pelo crime, mas não foi preso.

Os três serão indiciados de acordo com a Lei 9.677 de julho de 1998, que considera crime “corromper, adulterar, falsificar ou alterar substância ou produto alimentício destinado a consumo, tornando-o nocivo à saúde ou reduzindo-lhe o valor nutritivo.”

A pena pra esse tipo de crime é prisão de 4 a 8 anos mais multa.

A identidade dos envolvidos ainda não foi divulgada. A Polícia deve dar entrevista coletiva sobre o caso na próxima segunda-feira (03/04).

Pinga fraca

 O nome da operação da Polícia Civil faz alusão a Operação Carne Fraca da Polícia Federal que desarticulou uma quadrilha que fraudava a qualidade da carne brasileira.