Quem chega ao município de Pontes e Lacerda, cerca de 430 Km da capital Cuiabá, MT. Vai notar que a cidade de 35 anos de emancipação política, está se desenvolvendo. Lugares que eram só mato a 10 anos atrás, hoje se nota grandes construções, residências e estabelecimentos comerciais.

Mas basta olhar um pouco para o centro da cidade, quem vem os problemas, a praça Miguel Gajardoni, está sendo tomada por andarilhos e usuários de drogas e álcool. Segundo informações levantadas com pessoas que trabalham na região, homens de várias idades utilizam o local como ponto de encontro para consumo de bebidas alcoólicas, e drogas. “Isso é uma vergonha para a cidade, eu não denuncio por que tenho comércio aqui, estou todos os dias no local e tenho medo”, desabafou um comerciante que pediu para não ser identificado pois tem medo de represália.

Além de ficarem no local, os homens utilizam o banco da praça para dormirem, e as arvores para apoio de redes, isso tudo em plena luz do dia.  Renato de Souza, mora em Pontes e Lacerda a mais de 30 anos, sempre trouxe a família para aproveitar o local, hoje tem medo de ser atacado, e passa na praça só a caminho do trabalho. Enfatizou

Além de pessoas espalhadas por toda praça, também é fácil encontrar vários litros vazios de bebida alcoólica, o que comprova que o local vem sendo utilizado como ponto de consumo de álcool. O que chama atenção, é a violência no local, prova disso foram dois homicídios registrados na praça envolvendo usuários de drogas, eles começam a discutir e de repente usam arma branca para cometer o crime, e tudo acompanhado pelos pedestres em plena a luz do dia.

No mês de janeiro, quando a atual administração assumiu a prefeitura, a primeira grande obra foi destruir um correto construído na década de 80, porque estava sendo usado pelos usuários de drogas e andarilhos como abrigo, e o chefe do poder executivo achou que era destruindo que resolvia o problema. O patrimônio público foi destruído, e a praça continua com o mesmo problema, e agora pior, aumentando gradativamente o número de pessoas que usam o local como abrigo.