Prefeito Barcellos não foi à Câmara explicar demolição do Coreto e denúncias de perseguição a servidores

TVCO

15 de janeiro de 2017

Prefeito Barcellos não foi à Câmara explicar demolição do Coreto e denúncias de perseguição a servidores
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Os vereadores Maxuel Guimarães (PSDB) e Ivanildo Amaral (PSD) e os demais parlamentares de Pontes e Lacerda vão ficar sem saber, pelo menos oficialmente, as razões da decisão do prefeito Barcellos de demolir o Coreto da Praça Miguel Gajardoni.

Também não saberão se são procedentes as denúncias de perseguição a servidores municipais lotados na secretaria de Saúde, por parte da chefe daquela pasta.

O prefeito comunicou à Câmara que tem amparo legal para se recusar a atender convite ou convocação dos parlamentares.

O papel de fiscalizadores das ações do Poder Executivo ficará prejudicado pela disposição do atual prefeito em se negar a dar explicações de seus atos e/ou de seus assessores.

Benefício da humildade e transparência

Barcellos poderia ter se reunido com os vereadores. Perdeu a grande oportunidade para:

  1. Elucidar as dúvidas dos parlamentares, dizendo o que pensou antes e quais as verdadeiras razões  da demolição do Coreto e o que pretende fazer na Praça, pedindo apoio a eles para o futuro projeto.
  2. No caso das denúncias de perseguição a servidores, solicitar os dados que os parlamentares dispõem, prometendo investigar e tomar as devidas providências, se for o caso.

Arrogância

Como não admitiu ser inquirido pelos vereadores, Alcino deu mostras de que:

  1. Atendendo o convite seria como “se rebaixar”, “pedir bênção” ao Legislativo e ter que descer do seu “alto e sublime trono”, num momento de êxtase exatamente quando está em pleno exercício da realização do sonho de ser prefeito. Deixa entender que governa sozinho, desprezando o papel e a importância do Legislativo.
  2. Quanto as denúncias de perseguição política, não admite interferência dos parlamentares nas ações do Executivo, mesmo que a título de contribuição. Pior, se forem verdadeiras as reclamações, dá um aval aos atos prepotentes  praticados pela secretária de saúde.

Conclusão

Com duas semanas no poder, Barcellos deixa transparecer que quer governar com poderes plenipotenciários, chegando a se auto-intitular “um prefeito de verdade”, mostrando seu perfil arrogante. Deveria ouvir mais, buscar na humildade e na união o apoio dos políticos, já que tem o respaldo da maioria da população.

O mandato é político. As decisões são políticas e serão tratadas na Câmara de vereadores de forma política.

É utopia querer governar desprezando o papel e a importância dos parlamentares.

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