A praça Miguel Gajardoni vai ser um marco na história política do prefeito Alcino Barcellos. Menos pela destruição do coreto – independente da procedência da justificativa – e mais por não saber o que fazer nela.

A essência dos problemas surgidos está intimamente ligada à falta de planejamento e de projeto para  a Praça.

Com as técnicas de convencimento usadas por leiloeiros, Barcellos discursava na campanha pedindo oportunidade ao povo para, dentre outras falácias, transformar a praça num local aprazível onde a família pudesse passar momentos de lazer, com segurança.

Sem saber o que fazer depois, mandou derrubar o coreto.

Agora pede de volta o prédio da base da Polícia Militar também sem saber o que fazer com ele. O que representa uma sensação de segurança no centro da cidade pois a polícia a qualquer momento pode estar alí, vai acabar se transformando em uma biblioteca (como as do século passado) ou numa simples e transitória dependência de órgão público. Se o prefeito arrojado não decidir desmanchá-lo, como fez com o coreto.

A prudência, a busca por conselhos e consultas a vereadores e entidades representativas da sociedade não fazem parte da cartilha do prefeito. Ele prefere errar sozinho. Com o triunvirato.

A questão da praça é muito simples e fácil de resolver. Basta ter um projeto de como ela será. Pelo jeito, nem Alcino sabe. Não apresentou nem para os vereadores.

Após o projeto de reestruturação amplamente discutido com a sociedade e aprovado pelo Legislativo Barcellos vai ter liberdade total para reformar, urbanizar, desmanchar, construir, tirar a base da PM, colocar uma rua dentro e até arrumar outro local para os ambulantes. Respaldado e com apoio popular.

Se não sabe o que fazer, deixa como está.

Simples assim.