O governo do Estado está tendo dificuldades para honrar o pagamento de convênios com hospitais do interior de Mato Grosso. Tanto é verdade que se discute fontes alternativas de recursos, como o Fethab, onerar com ICMS a produção primária, por exemplo.

Em Pontes e Lacerda, a Santa Casa está com três parcelas atrasadas. A secretaria estadual de saúde está sendo cobrada pelas lideranças políticas diuturnamente. O chefe do Escritório Regional de Saúde, Romes Amurim, por exemplo, até nesta quarta-feira(15/06) buscava contato com o Secretário Estadual da pasta para reivindicar os pagamentos atrasados.

O que não se sabia é que o governo pagou uma parcela do contrato com a Santa Casa no último dia 09 de junho, com depósito na conta administrada pela Prefeitura desde segunda-feira. Nem o prefeito e muito menos a secretária Tatiana Paula divulgaram o referido pagamento.

Na mesma data do depósito, à noite, vereadores aprovaram Moção de Apelo contra a secretária. Um dos motivos foi a extrapolação de uma inimizade com o presidente da Santa Casa que, segundo os parlamentares, saiu da esfera pessoal e passou a gerar prejuízos à sociedade.

Na quarta-feira (15/06) os vereadores estiveram reunidos com o prefeito. Falaram sobre saúde, crise entre Hospital e área afeta à Tatiana Paula e amenizaram as críticas à secretária. O dinheiro destinado para o Hospital já estava na conta da prefeitura. Nada foi comentado.

Descoberto o que jamais deveria estar escondido, mas em véspera de feriado, os funcionários da Santa Casa devem receber pelo menos um mês de seus salários a partir da próxima terça-feira, com mais uma semana de atraso.

Já os pacientes que forem atendidos no Hospital e necessitarem de medicamentos terão que ter um pouco mais de paciência e esperar até que a administração faça as aquisições.

Um dos parlamentares que foram se reunir com prefeito – na quarta-feira- fazer média com o Executivo  até  o momento não sabia do depósito feito pelo Governo do Estado. “Não pode ser verdade. Estão brincando com a nossa cara”, alfinetou.

É verdade, vereador. Só não estão brincando.