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Saiba porque Alcino Barcellos também é responsável pelo caos na saúde em Pontes e Lacerda

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14 de janeiro de 2019 às

15:21

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Saiba porque Alcino Barcellos também é responsável pelo caos na saúde em Pontes e Lacerda

Foi assim com Newton Miotto. Continuou com Donizete Barbosa. Ambos os ex-prefeitos tomaram para si a responsabilidade de buscar soluções para a saúde em Pontes e Lacerda. E mais, protagonizaram melhorias no contrato do Governo do Estado com a Santa Casa.

Alcino Barcelos parece que quer transformar Pontes e Lacerda num “fazendão” onde só as estradas vicinais devem merecem atendimento prioritário. E fazer um asfalto na área urbana de péssima qualidade cuja base não está resistindo as primeiras chuvas, como é o caso da Vila Guaporé.

R$ 450 mil a menos na saúde por falta de prioridade na gestão

No caso específico da saúde o prefeito quer que a população acredite que basta ele repassar os poucos recursos para o pronto atendimento do Hospital que sua responsabilidade está cumprida. As carências que cabem a Barcelos resolver também passam por postos de saúde sem médicos (Morada da Serra e Bela Vista), sem odontologistas e sem servidores e que por isso, pacientes são direcionados para a Santa Casa fazer o atendimento. Não vamos falar aqui da falta de medicamentos.

Cabe também ao atual prefeito decidir o que fazer com o prédio da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) inaugurada no mandato de Donizete Barbosa e que tem recursos de quase R$ 1 milhão na conta da Prefeitura (rendendo juros e correção monetária no Banco) inclusive para aquisição de equipamentos e mobiliário. Segundo o vereador Ivanildo Amaral (leia aqui), o município deixa de receber mensalmente cerca de quatrocentos e cinquenta mil reais de recurso federal que poderiam ser repassados para a Santa Casa aprimorar o pronto atendimento, responsabilidade constitucional do Município. Se considerarmos um período de doze meses, deixou de arrecadar R$ 5,4 mihões.

Para Barcelos, mais importante que dedicar um tempo para a melhoria do atendimento à saúde, é adquirir ambulâncias e ônibus para transporte de pacientes – podem parecer “outdoor” de propaganda para a atual administração -. Aumentar a capacidade de atendimento e fazer investimento em equipamentos no único Hospital da região, nem pensar.

Hospital aguenta até fim do mês

Pela primeira vez a atual diretoria, depois de um ano à frente do Hospital, chama a imprensa para que divulgue à população de Pontes e Lacerda que há sete meses a Secretaria Estadual de Saúde não repassa recursos, totalizando R$ 3.150 mi atrasados e que é inviável financeiramente manter aquela Entidade funcionando. Seguraram greve, administraram dívidas e expuseram seus nomes e emprestaram credibilidade para manter a Santa Casa em operação. Toda a diretoria trabalhando “de graça” e, às vezes, até pagando para executar suas funções.

Por outro lado, Alcino Barcelos pede ao eleitor – e recebe através do voto – oportunidade para administrar o Município, recebendo proventos mensais para tanto e, naquilo que é mais sagrado para a vida humana – a saúde – deixa de dar atendimento prioritário.

Correr atrás

Culpar o Governador do Estado e o Secretário Estadual de Saúde – que já deixaram o governo – pode ser correto. Os outros Municipios da região que usufruem do serviço do Hospital e não contribuem diretamente, também. Mas também é correto afirmar que falta empenho, vontade, disposição para o prefeito de Pontes e Lacerda em buscar uma solução para a situação financeira da Santa Casa.

Na gestão municipal anterior, Donizete Barbosa mobilizava vereadores, deputados estaduais, entidades representativas da sociedade e chegou a criar força-tarefa que pressionava o Governado do Estado. Uma vez, quando chegou ao quarto mês de inadimplência, o ex-prefeito fez com que o Consórcio Municipal de Saúde adiantasse recursos para o Hospital para ser reembolsado posteriormente, de forma parcelada.

Agora, uma indignidade é citar, no caso do Hospital, os nomes dos eleitos que sequer tomaram posse como cobrança de atuação.

A solução ou busca de alternativas para o caos financeiro que vive o Hospital Vale do Guaporé passa pela mesa do prefeito Alcino Barcelos. Se não quiser assumir o ônus, que peça para sair.

Pontes e Lacerda não merece a saúde que tem.

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(2) Readers Comments

  1. AGUIA
    14 de janeiro de 2019 at 21:58

    O que posso dizer que a falta de gestão na espera municipal é muito grande se comparando com a atual diretoria da santa casa, com atraso de 7 meses ainda esta de pé. Levou um soco cruzado do estado e outro na boca do estomago do município e ainda continua de pé, grogue mais de pé. Infelizmente a contagem regressiva se abriu, esta preste para acabar essa luta, e quem perdeu vai ser mais uma vez a população de Pontes e Lacerda. Gostaria de saber das autoridades fiscalizadoras (Vereadores, TCE, Controle Interno e Promotoria) se nesses dois anos sem investimentos na saúde vão tomar algumas providências maiores em relação aos responsáveis por esse descaso. O dinheiro esta rendendo e a vidas dos nossos entes queridos estão sendo levadas embora, estamos perdendo os nossos filhos por falta de INVESTIMENTOS na saúde. Será se vale a pena colocar o dinheiro para render em vez de aplica-lo corretamente. Ate quando vamos ter que levar os nossos doentes, acidentados e outros tipos de mazelas para Cáceres por falta de uma UTI, TOMOGRAFIA, RESSONÂNCIA, e outros aparelhos, falta de médicos especializados nas áreas mais necessitada, falta de insumos e medicamentos. Ate quando isso vai acontecer. Ate quando... E triste mas e a realidade

  2. CARLOS ROBERTO PEREIRA
    15 de janeiro de 2019 at 09:29

    Muito bom. Sem falar que esses pacientes que são conduzidos para Caceres ou Cuiabá ficam lá desprovidos de tudo pelo grande contingente de pacientes de todo Estado removidos para Capital principalmente.

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