O Hospital Santa Casa está “em estado vegetativo”. O trabalho de consultoria do SEBRAE – bancado mais uma vez por empresários – se encontrar uma alternativa para a sobrevivência, poderá colocar uma “pá de cal” nas pretensões de Pontes e Lacerda ter um hospital que atenda a população local e regional com dignidade, como ela merece.

E os únicos que não são culpados são os servidores e a população. Aliás, as grandes vítimas do descalabro e da falta de sensibilidade da maioria da classe política.

Atendendo precariamente – dizem que com apenas trinta por cento do efetivo – os funcionários não tem nem como se alimentar no ambiente de trabalho. Comida? nem para pacientes! Médicos estão sem condições de trabalho, racionando até medicamentos, colocando em risco seus registros profissionais.

A população reclama, os mais necessitados sofrem com a falta de atendimento – dever do poder público – e muitos políticos não aceitam serem criticados pela falta de ação.

Na sessão de hoje na Câmara, alguns vereadores não admitiram as criticas. Os mesmos que só defendem  a Santa Casa no microfone. Uma vereadora chegou a dizer que “está a disposição da Santa Casa, basta chamá-la”. Como se o caso não merecesse atenção especial, e nem fosse obrigação dela tomar a iniciativa de ajudar a buscar uma solução. À exceção dos vereadores Ivanildo Amaral, Maxsuel Guimarães, Anderson Barbosa e do presidente Pedro Vieira, os demais não participam da maioria das ações que envolvem o Hospital.

Agora é hora de largar o microfone e “arregaçar as mangas”.

Sem médicos, sem remédio, sem comida, racionando medicamentos a pacientes. Podia ser pior?