Saudades: Morte de padre Nazareno em Jauru completa 18 anos

Ricardo Augusto

26 de fevereiro de 2019

Saudades: Morte de padre Nazareno em Jauru completa 18 anos
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Como um homem comum chega ao patamar de mito? A história do padre Nazareno Lanciotti, assassinado em 2001 na cidade de Jauru (a 450 km de Cuiabá), é um exemplo pedagógico. O religioso, que nasceu na Itália e veio para Mato Grosso fazer sua obra cristã, cresceu como liderança em meio a conflitos rurais, que marcaram a região na década de 80. Chegou a se colocar como escudo humano, no meio de um tiroteio, entre policiais militares, capangas e sem-terra. Em nome de Jesus, pediu o cessar fogo. Conquistou a cidade, em uma trajetória de mais de duas décadas, com obras sociais e articulação da juventude, tudo isso em meio a cenáculos – ou seja, muitas e muitas rezas organizadas.

No dia  22 de fevereiro de 2001, há 18 anos, um tiro na nuca encerrou a biografia dele. O crime ainda é uma incógnita.

Para a polícia, trata-se de um latrocínio. Para amigos, uma execução, já que ladrões que invadiram a casa paroquial, fizeram uma série de exigências e, depois do tiro na nuca, não levaram nada. A suspeita é a de que tenham forjado uma situação de roubo, só para mascarar as reais intenções em eliminá-lo.

O que a jornalista Bárbara Sá apurou em Jauru, o leitor poderá conferir, com riqueza de detalhes, além de fotos e vídeos assinados pelo fotógrafo Rodinei Crescêncio, em uma reportagem especial, que será postada nesta quarta (27). Entre as fotos, algumas delas são históricas e lembram a infância do pároco, o encontro dele com o papa João Paulo II e a atuação como religiosos proativo. “Me chamou a atenção o amor da população por ele até hoje”, diz Bárbara.

O mito hoje, conforme compreendem os católicos, está nos braços de Deus pai, todo poderoso. Virou nome de avenida, em nome dele Jauru faz feriado e repete, ano a ano, uma celebração que memora o martírio de Nazareno.

Na cidade, fica a dúvida: o que teria acontecido naqueles dias conflituosos? Afinal os ladrões queriam o cofre da casa paroquial ou foram ali só para “queimar” aquele que estava incomodando fazendeiros e políticos da região?

Além da questão criminal, os anos foram se passando e Nazareno começou a ser visto como milagreiro. O vaticano estuda a beatificação do padre, que morreu como mártir. O túmulo dele é cheio de flores e fotos de pessoas que afirmam terem recebido milagres do religioso, que é ícone na cidade.

Fonte/ RD News

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