Repouse em paz.

É o que mais se ouve nos momentos que antecedem o sepultamento de um corpo, no Cemitério.

Em Pontes e Lacerda, a apreensão e o desassossego são dos familiares.

As denúncias de desaparecimento de túmulos e cadáveres ou a impossibilidade de localização chegam à TV Centro Oeste, que está realizando uma matéria especial sobre o assunto, originadas de familiares dizendo que “os corpos de entes queridos sumiram”.

Já está comprovada e admitida por servidores municipais a absoluta falta de administração daquele espaço público.

Segundo conseguimos apurar, hoje, quando do falecimento de uma pessoa, a Prefeitura emite uma Autorização de Sepultamento – após o pagamento de uma taxa, é lógico. A partir da daí, não há mais qualquer controle ou registro.

A Prefeitura sabe quem morreu, através da Guia de Sepultamento e da taxa. E só.

Aonde o corpo foi sepultado, só o coveiro e os familiares que compareceram ao enterro sabem.

E Deus.

As denúncias são de que no túmulo não é feito qualquer registro ou identificação por iniciativa da Prefeitura. Por conseguinte, não há como fazer a localização “a posteriore”.

Uma total falta de respeito para com a memória dos mortos e descaso para com os familiares. E o “sumiço” de um sepulcro ou corpo é crime.

Artigo 210 do Código Penal: violação e profanação de sepultura.

Artigo 212 do mesmo Código: ato de vilipendiar cadáveres.

Pela desorganização e superlotação hoje temos um Cemitério mal administrado.

Teremos no futuro um “aterro funerário”?

Nem os mortos tem paz em Pontes e Lacerda!