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Silêncio hospitalar na Câmara de Vereadores quando se fala em saúde pública

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16 de março de 2019 às

17:09

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Silêncio hospitalar na Câmara de Vereadores quando se fala em saúde pública

Saúde é a grande prioridade da população de Pontes e Lacerda, ao lado da segurança. Pavimentação, jardinagem, conservação de estradas rurais estão em plano inferior, mesmo que importantes no contexto de infraestrutura do município.

E é exatamente a saúde o grande problema a ser enfrentado em Pontes e Lacerda. Até agora tem sido prioridade só no discurso. Mas a população já percebeu que conversa não melhora o atendimento dos ESFs nem a qualidade dos serviços prestados pela Santa Casa, que está pedindo misericórdia.

A falta de gestão e de visão administrativa do atual Prefeito está clara como a luz do sol. Como não foi ideia dele, Barcellos teima e não admite ceder em comodato o prédio da UPA para a Santa Casa (inaugurado há mais de dois anos, já precisando de reforma), não toma iniciativa em comprar equipamentos hospitalares que diminuam o transporte de pacientes para o Hospital Regional com mais de um milhão de reais parados rendendo juros na conta da Prefeitura.

O prefeito “mostra os maxilares” quando diz que já economizou R$ 10 milhões nestes dois anos de mandato. Há quem pergunte se essa economia foi decorrente de cortar gastos supérfluos deixados pela administração Donizete Barbosa ou se deixou de prestar serviços à população como aquisição de medicamentos para a farmácia popular, suspensão dos programas sociais, desativação da secretaria de agricultura, falta de incentivo ao esporte, incremento pífio do número de vagas em creches em relação à demanda e a capacidade imediata (prédio de creche sem funcionar), sem contar com a absoluta falta de ações que visem o desenvolvimento econômico de Pontes e Lacerda.

Para aumentar a autonomia do Executivo e desafogar o Legislativo, sobrecarregado de atividades – indicações, requerimentos, análise do pedido de redução do número de vereadores e sem tempo para fiscalizar as ações do poder público municipal – Alcino Barcelos que já estava autorizado a administrar R$ 115 milhões do orçamento de 2019, também recebeu da Câmara a autonomia para remanejar verbas do orçamento em até 20%. Na prática, não precisa mais do Legislativo este ano.

Todas essas considerações para se fazer um questionamento: Qual o programa do atual governo municipal para a melhorar a saúde?

Até agora – usando recursos do orçamento da Prefeitura – aumentou o repasse mensal para a Santa Casa e adquiriu ambulâncias.

Nos corredores da Câmara, quando se fala em saúde, o que se houve é “alguns gemidos, alguns ais” dos vereadores Ivanildo Amaral, Anderson Barbosa, Maxsuel Guimarães e Pedro da Pecuária, como de alguém sendo sufocado e sem companheiros para reagir.Nos demais, silêncio hospitalar.

No ano que vem, para vários daquela Casa, quando gritarem pedindo voto, aí então o eleitor, sobrevivente, vai poder responder.

Com um silêncio sepulcral.

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