O deputado Wancley Carvalho continuará exercendo o seu mandato até o final do ano. Mas a sua atuação na Assembléia Legislativa deve se restringir a procedimentos de rotina naquela Casa e a votações.

Não é segredo que o governo do estado tenderá a priorizar ou atender  demandas de políticos que estão buscando se manter no poder no próximo mandato, mesmo que Pedro Taques decida também abandonar a reeleição, preferindo concorrer a uma vaga no Senado.

Nessa linha de raciocínio Wancley perde em muito sua força política. Em fim de mandato e de carreira, ele pode até continuar atuando em defesa de interesses da região. Todavia, o olhar do governo estará voltado para os políticos que tem mais chances de compor o processo político da próxima legislatura.

Em outras palavras,  o que é mais interessante: atender uma reivindicação de deputado em final de mandato ou de um candidato com potencial de vitória e que possa ser aliado ou compor uma base de governo a partir do ano que vem? Ainda mais objetivo,  quem tem mais “cacife” para ser atendido: quem está abandonando a política ou quem está em plena campanha eleitoral própria e de seus aliados?

Para Pontes e Lacerda – que apostou e votou no deputado – independente da relevância dos motivos alegados por Wancley, o prejuízo político é muito grande, tanto que será necessário encontrar uma nova liderança local que consiga convencer o eleitor do município que vai valer a pena apostar mais uma vez em candidato local.